O verão terminou, mas este ano consegui ganhar alguma cor. Fiz praia! Acho que consegui ficar morena mas os meus amigos riem-se , desvalorizam e dizem que, quando muito, ganhei foi mais algumas sardas.

MG

Eu explico: tenho 47 anos, e sempre cuidei da minha pele. Quando era muito jovem acompanhei muitas vezes a minha mãe — na altura jornalista na revista Marie Claire — a eventos de moda e beleza, em Portugal. Era muito aliciante, e eu devo ter sido a pessoa mais atenta (sem contar com as redactoras de beleza) às instruções detalhadas sobre cuidados a ter com a pele. Essa atenção extrema deu-me também a noção dos perigos a evitar. E foi aí que ganhei quase pavor ao sol, do qual me passei a proteger com enorme rigor.

Os efeitos nocivos do abuso do sol para a pele não são um mito. Mas a necessidade de vitamina D também não. Análises recentes mostraram que estava com grande défice desta preciosa vitamina. De modo que este ano, a juntar aos complementos que comecei a tomar, excedi-me e dei-me ao luxo de dedicar grande parte do dia ao prazer de me expor ao sol sem preocupações. Mais do que deveria. O que me traz de volta às sardas e aos tratamentos a fazer no Outono. É que uma boa parte destas sardas, na realidade, são manchas que se ganham com os anos e acima de tudo com o sol. E não são assim tão bonitas…

Passei um mês em Bali. Tenho um grande cuidado com a alimentação, saúde e bem-estar, de modo que quase tudo que fiz foi correto. Hidratei-me bastante, fiz exercício diariamente, mas, apesar disso tudo, a minha pele está desidratada. A poluição é imensa (uma grande concentração de motas e carros) e tão agressiva, que a sinto e noto na pele, que grita por esfoliações, limpeza e hidratações.

Por onde começar

O importante, agora, é agir sem demora, e embora seja sempre melhor prevenir. Mas a verdade é que nem sempre conseguimos cumprir escrupulosamente todas as indicações. Ainda por cima, sabendo que há muitas e boas soluções. Quais?

Como em tudo, é preciso um plano. Por mim, vou começar por uma limpeza de pele, não só para remover todas as impurezas que se acumularam em todas as suas camadas, como para a preparar para absorver melhor os cuidados seguintes.

Fiquei com algumas manchas, parcialmente disfarçadas pelas sardas. O facto é que elas estão lá. E, à medida que o saudável dourado moreno do Verão se desvanecer, essas manchas vão-se notar ainda mais. Para este caso, o laser icon é o mais adequado. Mas atenção, pois só o devemos fazer quando tivermos a certeza que já não há mais idas à praia. Olá Outono, e vamos a isto!

Como me cuidei muito bem todo o ano, não fiz as pequenas rugas fininhas verticais. Mas o ácido hialurónico também serve para dar um boost de nutrição, elasticidade e vigor à pele. Adoro e aconselho-o muito. Na consulta , o médico irá aconselhar os tratamentos mais adequados. Tudo vai depender de uma análise individual.

Muito importante para a regeneração total da pele, remoção de manchas, rosto macilento, entre outros, é a realização de dois peelings por ano. Este tratamento consiste na aplicação de um químico que provoca uma lesão controlada, que, por sua vez, estimula a regeneração celular. É indolor, mas requer alguns cuidados. Por exemplo, a aplicação de protetor e de cremes específicos, nos dias que se seguem. Poucos dias depois daquele período da escamação — em que é preciso controlar os dedos para não puxar — ficamos com uma pele de bebé tão incrível, que qualquer base que a cubra está a mais.

Tal como referi, mantive as minhas rotinas durante o verão. Mas para combater a flacidez e recuperar a firmeza dos tecidos, não basta exercício. Neste caso, é interessante conhecer a radiofrequência. Fiz oito sessões o ano passado e não queria acreditar nos resultados. Sobre isso e como andei anos enganada sobre o que precisava, vou escrever numa próxima crónica.